Oração Dominical Desenvolviva

19/04/2019 by

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I. PAI NOSSO, QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME!

Cremos em vós, Senhor, porque tudo revela o vosso poder e a vossa bondade. A harmonia do Universo testemunha uma sabedoria, uma prudência e uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas; o nome de um ser soberanamente grande e sábio está inscrito em todas as obras da criação, desde o broto de erva e do menor inseto até os astros que se movem no espaço; por toda parte vemos a prova de uma solicitude paternal, eis por que é cego aquele que não vos reconhece em vossas obras, orgulhoso aquele que não vos glorifica e ingrato aquele que não vos rende ações de graça.


II. VENHA A NÓS O VOSSO REINO!

Senhor, destes aos homens leis cheias de sabedoria e que fariam a sua felicidade, se as observassem. Com essas leis eles fariam reinar entre si a paz e a justiça; ajudar-se-iam mutuamente, em vez de se prejudicarem, como fazem; o forte ampararia o fraco, em vez de esmagá-lo; evitariam os males que engendram os abusos e excessos de todos os gêneros. Todas as misérias daqui de baixo vêm da violação de vossas leis, porque não há uma só infração que não tenha suas consequências fatais.

Destes ao animal o instinto que lhe traça o limite do necessário, e ele a isso se conforma maquinalmente, mas ao homem, além desse instinto, destes a inteligência e a razão; também lhe destes a liberdade de observar ou infringir aquelas de vossas leis que lhe concernem pessoalmente, isto é, de escolher entre o bem e o mal, a fim de que ele tenha o mérito e a responsabilidade de suas ações.

Ninguém pode pretextar ignorância de vossas leis, porque, na vossa previdência paternal, quisestes que elas fossem gravadas na consciência de cada um, sem distinção de culto nem de nações. Aqueles que as violam é porque vos desconhecem.

Um dia virá em que, conforme a vossa promessa, todos as praticarão. Então a incredulidade terá desaparecido, e todos vos reconhecerão como Soberano Senhor de todas as coisas, e o reino de vossas leis será o vosso reino na Terra.

Dignai-vos, Senhor, apressar a sua vinda, dando aos homens a luz necessária para conduzi-los no caminho da verdade

III. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU!

Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a vossa vontade, Senhor, é observar vossas leis e submeter-se sem murmúrio aos vossos divinos desígnios; o homem a eles submeter-se-á quando compreender que sois a fonte de toda sabedoria e que sem vós ele nada pode; então fará vossa vontade na Terra, como os eleitos no Céu.


IV. O PÃO DE CADA DIA DAI-NOS HOJE.

Dai-nos o alimento para manutenção das forças do corpo; dai-nos, também, o alimento espiritual para o desenvolvimento de nosso Espírito.

O animal encontra sua pastagem, mas o homem a deve à sua própria atividade e aos recursos de sua inteligência, porque o criastes livre.

Vós lhe dissestes: “Tirarás o teu alimento da terra com o suor de teu rosto.” Assim, vós lhe tornastes o trabalho uma obrigação, para que ele exercitasse sua inteligência pela procura dos meios de prover às suas necessidades e ao seu bemestar, uns pelo trabalho material, outros pelo trabalho intelectual. Sem o trabalho, ele ficará estacionário e não poderá aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.

Vós ajudais o homem de boa-vontade, que se confia a vós para o necessário, mas não aquele que se compraz na ociosidade e tudo quereria obter sem esforço, nem aquele que busca o supérfluo.

Quantos não sucumbem por sua própria culpa, por sua incúria, sua imprevidência ou sua ambição, e por não terem querido contentar-se com o que lhes haveis dado! Esses são os artífices de seu próprio infortúnio e não têm o direito de lamentar-se, porque são punidos por onde pecaram. Mas esses mesmos, vós não os abandonais, porque sois infinitamente misericordioso. Vós lhes estendeis a mão socorredora desde que, como o filho pródigo, eles voltem para vós sinceramente.

Antes de nos lamentarmos de nossa sorte, perguntemos se não é obra nossa. A cada desgraça que nos chega, perguntemos se de nós não teria dependido evitá-la; mas digamos também que Deus nos deu a inteligência para nos tirar do lodaçal e que de nós depende pô-la em atividade.

Considerando-se que a lei do trabalho é a condição do homem na Terra, dai-nos força e coragem para cumpri-la; dai-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de lhes não perder o fruto.

Dai-nos pois, Senhor, o pão nosso de cada dia, isto é, os meios de adquirir, pelo trabalho, as coisas necessárias à vida, pois ninguém tem direito de reclamar o supérfluo.

Se o trabalho nos for impossível, nós nos confiamos à vossa divina Providência.

Se entrar nos vossos desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, malgrado os nossos esforços, nós as aceitamos como uma justa expiação das faltas que podemos ter cometido nesta vida ou em vida precedente, porque sois justo; sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigais sem causa.

Preservai-nos, ó meu Deus, de conceber a inveja contra os que possuem o que não temos, nem mesmo contra os que têm o supérfluo, ainda que nos falte o necessário. Perdoai-lhes se esquecem a lei da caridade e de amor ao próximo que lhes ensinastes.

Afastai, também, do nosso Espírito o pensamento de negar vossa justiça, quando vemos a prosperidade do mau e a infelicidade que por vezes acabrunha o homem de bem. Agora sabemos, graças às novas luzes que vos aprouve nos dar, que vossa justiça sempre recebe o seu cumprimento e não falta a ninguém; que a prosperidade material do perverso é efêmera como a sua existência corpórea, e que ela terá terríveis retornos, ao passo que será eterna e alegria reservada ao que sofre com resignação.


V. PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES. PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS QUE NOS OFENDERAM.

Cada uma de nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa a vós, e uma dívida contraída que, mais cedo ou mais tarde, teremos que resgatar. Solicitamos de vossa infinita misericórdia a sua remissão, sob promessa de fazer esforços para não contrair novas.

Vós fizestes da caridade uma lei expressa, mas a caridade não consiste apenas em assistir ao semelhante em suas necessidades; ela consiste também no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a vossa indulgência, se nós próprios a ela faltamos para com aqueles de que temos de nos lamentar?

Dai-nos, ó meu Deus, a força de abafar em nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor; fazei que a morte não nos surpreenda com um desejo de vingança no coração. Se vos aprouver hoje mesmo nos retirar daqui, fazei que nos possamos apresentar a vós livres de toda animosidade, a exemplo do Cristo, cujas últimas palavras foram em favor de seus carrascos.

As perseguições que os maus nos fazem sofrer são parte de nossas provas terrenas; devemos aceitá-las sem murmuração, como a todas as outras provas, e não maldizer aqueles que, por suas maldades, nos abrem o caminho da felicidade eterna, pois nos dissestes, pela boca de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem por amor à justiça!” Bendigamos, pois, a mão que nos fere e nos humilha, porque as contusões do corpo fortalecem nossa a alma, e seremos exalçados em consequência de nossa humildade.

Bendito seja o vosso nome, Senhor, por nos haverdes ensinado que nossa sorte não será irrevogavelmente fixada após a morte; que em outras existências encontraremos os meios de resgatar e reparar nossas faltas passadas, e de cumprir numa nova vida aquilo que não podemos fazer nesta, para o nosso adiantamento.

Assim se explicam, enfim, todas as anomalias aparentes da vida; é a luz lançada sobre o nosso passado e o nosso futuro, o sinal deslumbrante de vossa soberana justiça e de vossa bondade infinita.


VI. NÃO NOS ABANDONEIS À TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL.

Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus Espíritos que tentarem desviar-nos da via do bem, inspirando-nos maus pensamentos.

Mas nós mesmos somos Espíritos imperfeitos, encarnados nesta Terra para expiar e nos tornarmos melhores. A causa primeira do mal está em nós, e os maus Espíritos apenas aproveitam nossas más inclinações viciosas, nas quais nos entretêm para nos tentar.

Cada imperfeição é uma porta aberta à sua influência, ao passo que são impotentes e renunciam a toda tentativa contra os seres perfeitos. Tudo quanto podemos fazer para afastá-los será inútil, se não lhes opusermos uma vontade inquebrantável no bem e uma renúncia absoluta ao mal. É, pois, contra nós mesmos que devemos dirigir nossos esforços, e então os maus Espíritos afastar-se-ão naturalmente, porque é o mal que os atrai, enquanto o bem os repele.

Senhor, sustentai-nos em nossa fraqueza; inspirai-nos, pela voz dos anjos da guarda e dos bons Espíritos, a vontade de nos corrigirmos de nossas imperfeições, a fim de fecharmos aos Espíritos impuros e acesso à nossa alma.

O mal não é obra vossa, Senhor, porque a fonte de todo o bem nada pode engendrar de mau. Nós mesmos o criamos infringindo as vossas leis, e pelo mau uso que fizemos da liberdade que nos destes. Quando os homens observarem as vossas leis, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu dos mundos mais adiantados.

O mal não é uma necessidade fatal para ninguém, e só parece irresistível aos que a ele se abandonam com satisfação. Se temos vontade de fazê-lo, também podemos ter a de fazer o bem. Por isto, ó meu Deus, pedimos a vossa assistência e a dos bons Espíritos, para resistirmos à tentação.


VII. ASSIM SEJA.

Praza-vos, Senhor, que nossos desejos se realizem! Mas nos inclinamos ante a vossa sabedoria infinita. Sobre todas as coisas que não nos é dado compreender, que se faça segundo a vossa santa vontade, e não segundo a nossa, porque não quereis senão o nosso bem e sabeis melhor do que nós o que nos é útil.

Nós vos dirigimos esta prece, ó meu Deus, por nós mesmos, por todas as almas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, por nossos amigos e nossos inimigos, por todos os que pedem a nossa assistência.

Pedimos para todos a vossa misericórdia e a vossa bênção.

NOTA: Aqui pode-se mencionar aquilo pelo que agradecemos a Deus, e o que pedimos para nós próprios ou para os outros.

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Uma Visão Espírita da Páscoa

14/04/2019 by

Uma visão espírita da Páscoa

Riquezas

14/04/2019 by

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Sim, dizia de mim para mim, Jesus se sacrifica por nós; faz sua entrada triunfal em Jerusalém vestindo um burel e montado num jumento, e vós, que vos dizes seus representantes, vos cobris de seda, ouro e diamantes.

É esse o desprezo das riquezas que o Divino Messias pregava aos seus apóstolos?

Não. Entretanto, Monsenhor, eu vos confesso que a partir do momento em que me tornei espírita, pude voltar a frequentar as vossas igrejas; pude aí orar a Deus com fervor, a despeito da música mundana que aí se veste de ópera; pude orar, pensando que entre todas essas pessoas reunidas provavelmente havia algumas para as quais a pompa teatral era útil para elevar suas almas a Deus; pude então perdoar o vosso luxo e compreendê-lo num certo sentido.

Assim, bem vedes, Monsenhor, que não é sobre os espíritas que deveríeis trovejar, e se, como não duvido, tendes em vista apenas o bem do vosso rebanho, reconsiderai vossa maneira de ver o Espiritismo, que só nos prega o amor ao próximo, o perdão das injúrias, a doçura, a caridade e o amor aos nossos inimigos.

Texto completo:

https://kardecpedia.com/roteiro-de-estudos/898/revista-espirita-jornal-de-estudos-psicologicos-1864/5657/setembro/o-novo-bispo-de-barcelona

Os Intolerantes | Alabê de Jerusalém – Altay Veloso

07/04/2019 by

Algo a Comemorar na Páscoa?

07/04/2019 by

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Uma antiga, polêmica e requentada opinião sobre a Páscoa

Algo a Comemorar na Páscoa?

Por Lucas Sampaio

Mais um ano de celebrações da Páscoa, com o feriado prolongado da Semana Santa a nos inspirar diversas reflexões.

A primeira delas é que o Brasil está longe de ser um país laico, pois embora sua Constituição assim estabeleça formalmente, são preponderantes os feriados em datas de celebrações religiosas, como do dia de sua padroeira, Corpus Christi, Natal e Páscoa, além dos feriados regionais.

Não sendo o Espiritismo uma religião, como ensina Allan Kardec, aos seus adeptos é possível e natural a releitura dos mitos religiosos sem as características místicas inerentes a esses sistemas, a fim de compreender de forma mais isenta os fatos históricos, através da simples análise dos livros bíblicos e também pelos instrumentos que a historiografia moderna oferece.

No que toca à Páscoa, vale lembrar que esta marca o fim do Êxodo através do qual os judeus libertaram-se da escravidão no Egito e seguiram para as terras que o deus Javé lhes prometeu – embora elas já tivessem outros donos.

O que se omite é que esse percurso foi um dos episódios mais tristes registrados na História Antiga, pois o deus denominado “Senhor dos Exércitos” ordenava àquele povo embrutecido que passasse a fio de espada os habitantes das cidades e tudo que nelas existisse (Deuteronômio 13:15). E pouparemos o leitor dos crimes hediondos narrados no hexateuco, bem diferentes da mensagem que Jesus mais tarde ensinaria (“Amai os vossos inimigos”). Aos interessados, recomendamos “A Bíblia e Seus Absurdos”, de Carlos Bernardo Loureiro.

Cerca de 1.400 anos depois, Jesus de Nazaré adentrava uma Jerusalém repleta no período em que seu povo festejava a Páscoa. Ocorre que seu pensamento libertador incomodava profundamente o poder político e religioso dos sacerdotes de seu tempo (assim como continua a incomodar) e assim Jesus seria condenado e executado de forma injusta e bárbara, como confirmou a História.

Infelizmente, em pleno século XXI ainda se acredita que Jesus era o próprio Deus que foi ao madeiro por sua própria vontade, em sacrifício pela Humanidade, num ato que equivaleria a um suicídio, sem qualquer significado moral, impensável para um Espírito superior. De fato, se assim não fosse, Jesus não pediria a Deus no Getsêmane que afastasse o cálice do sofrimento (Mateus 26:39), nem diria “Eu não vim de moto próprio, mas foi Deus que me enviou” (João 8:42). Enfim, toda sua doutrina moral era incompatível com tal criação teológica.

Ou seja, diante desses dados, não convém atribuir à Páscoa ou à crucificação de Jesus qualquer salvação, libertação dos pecados ou transformações ascéticas através de posturas místicas ou litúrgicas, como proibição de carne nas refeições, como muita gente continua a acreditar 160 anos após o lançamento do Livro dos Espíritos e sua revolução racionalista.

Jesus era um homem animado por um Espírito superior e o crucifixo que o representa preso e executado, além de uma exaltação ao sofrimento, além de ingratidão, é o símbolo oposto à mensagem libertária que ele transmitiu: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Trata-se, portanto, de um fato histórico a se lamentar, ressalva feita aos luminosos ensinamentos de Jesus e ao seu retorno em aparição tangível (não em ressurreição, biologicamente inviável) após sua desencarnação, quando ratifica, como sempre por um admirável fenômeno espiritual, a imortalidade que sempre ensinara.

Em verdade, o Espírito, imortal, possui seus próprios mecanismos para a realização de suas imanências. Estes se processam gradualmente através da reencarnação, com o Ser conhecendo a Lei Natural e fazendo uso responsável da liberdade que conquista, sem soluções mágicas ou miraculosas para aplacar os sofrimentos humanos nessa longa caminhada.

A isso se deve a enorme importância desta mensagem progressista e de esperança dirigida ao Espírito humano em todas as épocas e sobretudo em épocas conturbadas como a nossa: “Vós sois deuses” e “fareis coisas ainda maiores que as que eu faço” (João, 10:34 e 14:12). E para tanto, é bem melhor lembrar do Mestre vivo!

A Fé e a Eficácia da Prece

07/04/2019 by

A Fé e a Eficácia da prece

Um homem nos arredores de Jerusalém: De Judas

07/04/2019 by

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Judas veio à minha casa naquela sexta-feira, após a noite da Páscoa, e bateu com força à minha porta.
Quando entrou, fitei-o e sua face estava lívida. Suas mãos tremiam como vergônteas secas ao vento e tinha as roupas molhadas como se houvesse saído de um rio; pois, naquela tarde, tinham ocorrido grandes temporais.
Olhou para mim, e suas cavidades oculares pareciam escuras cavernas, e seus olhos estavam sangrentos.
E disse: “Entreguei Jesus de Nazaré aos Seus inimigos e aos meus inimigos.”
Depois, retorceu as mãos e disse: “Jesus declarara que venceria todos os Seus inimigos e os inimigos do nosso povo. E eu acreditei, e segui-O.
“Quando Ele primeiro nos chamou, prometeu-nos um reino poderoso e vasto e, em nossa fé, procuramos agradar-Lhe para que tivéssemos altos postos em Sua corte.
“Víamo-nos como príncipes tratando esses romanos como eles nos haviam tratado. E Jesus falou muito sobre o Seu reino, e eu pensei que Ele havia me escolhido para capitão de Seus carros de guerra e chefe de Seus guerreiros. E segui-Lhe os passos de boa vontade.
“Mas descobri que não era um reino que Jesus buscava, nem era dos romanos que Ele nos libertaria. Seu reino não passava de um reino do coração. Ouvi-O falar de amor, e caridade, e perdão, e as mulheres da beira da estrada O ouviam contentes; mas meu coração ficava cada vez mais amargurado e eu ia-me tornando endurecido.
“Meu esperado rei da Judéia parecia ter-se tornado subitamente um tocador de flauta, para acalmar os espíritos dos errantes e vagabundos.
“Eu O tinha amado, como O tinham amado outros membros da minha tribo. Tinha visto Nele uma esperança e uma libertação do jugo estrangeiro. Mas quando verifiquei que Ele não pronunciaria uma palavra nem moveria um dedo para libertar-nos desse jugo, e quando mandou mesmo que se desse a César o que é de César, então o desespero me possuiu, e minhas esperanças morreram. E disse: ‘Aquele que matou minhas esperanças será morto, porque minhas esperanças e expectativas são mais preciosas do que a vida de qualquer homem.'”
Então Judas rangeu os dentes; e curvou a cabeça. E quando falou novamente, disse: “Entreguei-O. E Ele foi hoje crucificado… Entretanto, quando morreu na cruz, morreu como morrem os libertadores, como os vastos homens que continuam a viver além da mortalha e do túmulo.
“E em todo o tempo em que ia morrendo, era bondoso; e Seu coração estava cheio de piedade. Tinah piedade até daqueles que O haviam entregado.”
E eu disse: “Judas, cometeste um mal muito grave.”
E Judas respondeu: “Mas Ele morreu como um rei. Por que não viveu como um rei?”
E eu disse novamente: “Cometeste um crime muito grave.”
E ele sentou-se ali, naquele banco,e ficou imóvel como uma pedra.
Mas eu andava na sala de lá para cá, e disse mais uma vez: “Cometeste um grande pecado.”
Mas Judas não disse uma palavra. Permaneceu silencioso como a terra.
E, daí a pouco, ergueu-se e encarou-me, e parecia mais alto, e, quando falou, sua voz lembrava o som de um navio rebentado; e disse: “O pecado não estava em meu coração. Nesta mesma noite, procurarei o Seu reino, e me apresentarei a Ele e implorarei Seu perdão.
“Ele morreu como um rei, e eu morrerei como um vilão. Mas, em meu coração, sei que Ele me perdoará.”
Depois de pronunciar estas palavras, envolveu-se em sua veste molhada e disse: “Foi bom que te tenha procurado esta noite, embora tenha te incomodado. Perdoar-me-ás também?
“Dize a teus filhos e aos filhos de teus filhos: Judas Iscariotes entregou Jesus de Nazaré aos Seus inimigos porque O acreditava um inimigo de Sua própria raça.
“E dize também que Judas, no dia mesmo de seu grande erro, seguiu o Rei aos degraus do Seu trono para entregar sua alma e ser julgado.
“Dize-lhes ainda que meu sangue também estava impaciente pela terra, e que meu espírito aleijado queria ficar livre.”
Depois, Judas recostou a cabeça na parede atrás de si e gritou: “Ó Deus, cujo nome terrível nenhum homem pronunciará antes de seus lábios serem tocados pelos dedos da morte, por que me queimaste com um fogo sem luz?
“Por que deste ao Galileu esta paixão por uma terra desconhecida e me sobrecarregaste com um desejo que não se desvencilharia dos liames do parentesco e do lar? E quem é esse homem Judas, cujas mãos estão manchadas de sangue?
“Ajuda-me a jogá-lo fora como uma veste velha e um arreio estragado.
“Ajuda-me a fazer isto esta noite.
“E deixa-me estar novamente fora destas muralhas.
“Estou cansado desta liberdade sem asas. Procuro um cárcere maior.
“Eu verteria uma torrente de lágrimas em direção ao amargo mar. Preferiria depender de Tua misericórdia do que bater à porta de meu próprio coração.”
Assim falou Judas e, em seguida, abriu a porta e reentrou na noite tempestuosa.
Três dias depois, visitei Jerusalém e soube de tudo o que se passara. E contaram-me que Judas se havia atirado de cima da Pedra Alta.
Tenho meditado muito desde aquele dia, e compreendo Judas. Cumpriu sua pequena vida, que flutuava como uma neblina sobre esta terra escravizada pelos romanos, enquanto o grande profeta ia escalando as alturas.
Um homem anelava por um reino em que ele fosse príncipe.
Outro homem desejava um reino em que todos os homens sejam príncipes.

Extraído de Jesus, o Filho do Homem,
de Gibran Khalil GIbran, editado pela ACIGI.
Tradução de Mansour Chalita

Spiritualismus im Licht von Wissenschaft und Philosophie

30/03/2019 by

Die Lehre von Allan Kardec – dem am 3. März 1804 in Lyon geborenen Begründer des so genannten „Kardecismus“ – unter wissenschaftlichen und philosophischen Aspekten zu betrachten, ist eine reizvolle Aufgabe.
Ihre Entstehung, ihr Inhalt und ihre gelebte Praxis nimmt im Umfeld geistiger Disziplinen eine Sonderstellung ein. Ihre Quellen sind nach wie vor verborgen, ganz im Gegensatz zu der vitalen Praxis ihrer Ausübung. Hier unternehmen wir den Versuch, die Lehre von Allan Kardec einzuordnen in Gesetzmässigkeiten, Methodiken, und Analogien zu Philosophien und Wissenschaften.
Der Ursprung dieser relativ jungen Lehre führt weit überraschend weit zurück in die Vergangenheit der Menschheitsgeschichte und besitzt eine Vielzahl von Verbindungen zu anderen spirituellen Lehren und Disziplinen.

Cartaz_Abril-01-2019

Palestra: A lei da afinidade

28/03/2019 by

A Lei de Afinidade

Palestra: Uma abordagem sobre pensamento

25/03/2019 by

Abordagem sobre o pensamento