Mediunidade e alegria

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Sinto falta da alegria e da espontaneidade no trato das pessoas com a mediunidade. Mediunidade diz respeito a espíritos e estes se relacionam com a morte, o que induz ao medo e à tristeza.

Essa cadeia de palavras e sentimentos dificulta a relação da mediunidade com a alegria. É claro que estamos lidando com um assunto muito sério, porém falamos de algo que deve trazer felicidade
e paz a quem dele se utiliza. Não precisamos ser carrancudos ou atormentados ao estudar ou exercitar a mediunidade. Ela é faculdade do Espírito e para o Espírito e visa, sobretudo, sua felicidade.

O contato com os espíritos, por mais desequilibrados que sejam ou mesmo doentes, deve ser num clima cordial, afetivo e espontâneo, pois tanto a doença quanto o desequilíbrio arrefecem-se em contato com a alegria. Um médico ou quem visite a um doente internado deve estabelecer uma conexão emocional que eleve seu estado de humor e de confiança. Do contrário, contribuirá para reduzir suas defesas imunológicas em face do ambiente pesaroso ou grave que se estabelecerá.

No trabalho de desobsessão, isto é, de contato com espíritos desencarnados em condição agressiva ou hostil, independente da atitude segura e do estado de oração, não se deve esquecer da alegria íntima, a qual passará para as pessoas e para o ambiente onde se encontram. Quando falo de alegria não me refiro a gargalhadas ou ao desrespeito às pessoas doentes, mas tranqüilidade e confiança para lidar com as experiências da vida.

Tampouco a alegria se trata de brincadeira ou de futilidade, mas de um estado íntimo de equilíbrio e satisfação pessoal.

O estado de alegria íntima não prejudica a ocorrência do fenômeno mediúnico, tampouco influirá na qualidade das comunicações.

A alegria no ser humano será sempre um catalisador dos estados de paz e equilíbrio que atrai os Bons Espíritos.

A vida nos convida à alegria a fim de superarmos vivências aversivas que se encontram no inconsciente, estruturadas nas diversas experiências reencarnatórias. A mediunidade está atrelada,
provavelmente, a experiências que contêm medo, tensão, morte, poder, dentre outras. Para modificarmos tais emoções precisamos viver experiências de alegria com a mediunidade.

Os desconfortos provocados pela faculdade mediúnica são decorrentes da percepção exclusiva que se faz de alguns de seus efeitos. Na maioria das vezes a mediunidade provoca sensações
desconhecidas e desagradáveis no ser humano e isso o leva a renegá-la em face dos desequilíbrios decorrentes.

Geralmente o desabrochar da mediunidade ostensiva se faz acompanhar de perturbações e sofrimentos para o indivíduo. Nem sempre é fácil atravessar esse período de dores e incertezas com
alegria. Muitos distúrbios emocionais aparecem por conta das dificuldades em se lidar com a própria sanidade na fase em que a mediunidade desabrocha com muita intensidade. O preconceito
contra o exercício da faculdade mediúnica também vem desses inconvenientes. A melhor maneira de atravessar essa fase é encarar um estudo sério a seu respeito junto a pessoas mais experientes.

O desabrochar da mediunidade ostensiva provoca esses inconvenientes porque o ser humano ainda vive uma espécie de infância em sua evolução, sendo a faculdade uma recente aquisição.

Quando mais maduro verá o grande valor que ela tem como impulsionadora de seu desenvolvimento psíquico. Verá que seu uso trará mais ganhos que perdas.

Psicologia e mediunidade

Adenáuer Novaes

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