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O NATAL PARA ALÉM DO MITO

23/12/2018

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Todas as culturas têm seus mitos. Elas são importantes. São uma primeira tentativa de explicar uma realidade. Fundamentam o imaginário, as crenças, as tradições e os anseios dos povos.

A civilização judaico-cristã está repleta de mitos. A criação do mundo e do homem, obras de um deus pessoal e voluntarioso; a queda da criatura humana pelo pecado da desobediência; sua redenção, por meio de um messias, concebido sobrenaturalmente pelo espírito divino e nascido em uma manjedoura, são todos episódios que a História não registra nem poderia registrar e que não se enquadram num modelo de racionalidade e historicidade.

Atento a isso, Allan Kardec, o insigne pedagogo francês sistematizador do espiritismo, inovando no campo da espiritualidade, buscou o melhor da tradição cristã do Ocidente: o sentido autêntico da mensagem de Jesus de Nazaré, o homem. Com sensatez, separou-a totalmente dos tantos mitos, dogmas e ritos que construíram a religião cristã, para fazer dessa mensagem um referencial ético e moral compatível com a ordem natural, assectária e universal.

Quem, como ele, assim dimensionar a figura de Jesus não mais se extasiará com os mitos que o envolveram, a maioria dos quais, aliás, resultantes de um amplo sincretismo para cuja formação concorreram outros tantos mitos buscados nas tradições dos chamados povos pagãos. Valorizando o verbo, superará o mitológico e o ritualístico para assimilar o real significado da presença histórica de Jesus na Terra. Compreendendo-o como um verdadeiro homem, irmão mais velho e de maior experiência, mais facilidade encontrará para tê-lo como verdadeiro guia e modelo, esforçando-se para seguir seu exemplo.

Dentro deste espírito, a presença do Mestre Jesus em nossa cultura será permanente e eficiente. Ele nascerá todos os dias em nosso coração, em espírito e verdade. Há de ser uma constante celebração a se desdobrar pela vida.

Assim mesmo, e porque isso é da necessidade humana, é natural que elejamos um ou mais dias no nosso calendário social, para, com ênfase especial, celebrarmos a vida e os afetos, com eles confraternizando. O nascimento de Jesus é celebrado, na nossa tradição, justamente ao fim de cada ano do calendário ocidental. Por isso mesmo, o momento é oportuno para a confraternização, a reafirmação de nossos sentimentos de fé, de esperança, de amizade e de renovação de sonhos e projetos.

Nesse contexto, é também momento propício para renovar nossos laços de afeto a todos aqueles que estão conosco nessa caminhada: nossos familiares e amigos, e, particularmente, aqueles que integram nosso projeto e que, como nós, reservam boa parte de suas vidas e de seus esforços em favor do aprimoramento ético do homem, a partir do dinamismo do espírito e de sua capacidade criadora.
Cada um de nós aqui está para escrever um capítulo de uma história que não perecerá no tempo e nem se deterá no espaço, pois que tem a dimensão da eternidade. Convictos da importância transcendente da vida, no novo período que se avizinha, sejamos capazes de avançar juntos e, juntos, continuarmos derrubando os obstáculos que se antepõem à realização da história que, em conjunto, estamos escrevendo.

Texto:

Milton Medran Moreira

NAS ORAÇÕES DE NATAL

23/12/2014

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Rememorando o Natal, lembramo-nos de que Jesus é o Suprimento Divino à Necessidade Humana.
Para o Sofrimento, é o Consolo;
Para a Aflição, é a Esperança;
Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;
Para o Desespero, é a Fé Viva;
Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;
Para o Orgulho, é a Humildade;
Para a Violência, é a Tolerância;
Para a Vaidade, é a Singeleza;
Para a Ofensa, é a Compreensão;
Para a discórdia, é a Paz;
Para o egoísmo, é a Renúncia;
Para a ambição, é o Sacrifício;
Para a Ignorância, é o Esclarecimento;
Para a Inconformação, é a Serenidade;
Para a Dor, é a Paciência;
Para a Angústia, é o Bálsamo;
Para a Ilusão, é a Verdade;
Para a Morte, é a Ressurreição.
Se nos propomos, assim, aceitar o Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos, é imprescindível recordar que o seu Apostolado não veio para os sãos e, sim, para os antigos doentes da Terra, entre os quais nos alistamos…
Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, façamos de nosso coração uma luz que possa inflamar-se ao toque de seu infinito amor, cada dia, a fim de que nossa tarefa ilumine com Ele a milenária estrada de nossas experiências, expulsando as sombras de nossos velhos enganos e despertando-nos o espírito para a glória
imperecível da Vida Eterna.

Do livro “Os Dois Maiores Amores” – Francisco C. Xavier – Autores Diversos